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Vídeos duplicados no PC: achar as cópias que pesam gigas

Toda faxina de disco começa pelas fotos e termina antes dos vídeos. Faz sentido: uma foto você julga em meio segundo, de olho na miniatura, e manda embora a que ficou tremida. Um vídeo você teria que abrir, arrastar a barrinha e comparar com outro que também precisa ser aberto. São dois minutos de trabalho para decidir sobre um arquivo, e você tem centenas deles. Então a pasta fica para depois, e depois é onde moram os gigabytes.

O clipe de 2 minutos que pesa mais que o álbum inteiro#

Vale fazer a conta antes de qualquer coisa, porque é ela que decide se este post merece a sua tarde.

Um celular gravando em 4K a 60 quadros por segundo produz cerca de 400 MB por minuto; o número é da própria Apple, na tela de ajustes da câmera. Dois minutos de aniversário, portanto, são uns 800 MB. As fotos do mesmo celular pesam de 3 a 5 MB cada. Quer dizer que aquele clipe único, filmado enquanto cantavam os parabéns, ocupa o espaço de duzentas fotos da festa inteira.

E a dúvida na hora de apagar não é a mesma das fotos. Com foto repetida, a pergunta é estética: qual das cinco ficou melhor. Com vídeo repetido, a pergunta é de arquivo: se eu apagar o errado, perco a versão que ainda dá para editar. É uma hesitação legítima, e é o motivo real pelo qual ninguém mexe nessa pasta.

O mesmo vídeo, três arquivos que não batem em nada#

O vídeo do aniversário nasceu no celular, em 4K, com o nome IMG_4021.MOV. Você mandou para a sua mãe pelo WhatsApp, e o aplicativo o recomprimiu para caber no envio: outra resolução, nome novo, data nova. Meses depois você juntou os melhores momentos num vídeo só, e o editor exportou um MP4 novo em folha.

Três arquivos, uma cena. E aqui está o detalhe que estraga a faxina fácil: eles não têm um único byte em comum. A recompressão do mensageiro reescreveu tudo, e o export do editor reescreveu de novo, com outro codificador e outro tamanho de quadro.

Isso importa porque quase todo programa de duplicados compara arquivos byte a byte. Se você copiou a pasta inteira para um HD e depois copiou de volta, ele acerta em cheio, e esse caminho já está escrito em Encontrar e remover arquivos duplicados com segurança. É a metade fácil do problema, e é real.

A metade difícil é a de cima. Para uma comparação exata, o original e a volta do WhatsApp são dois arquivos sem nenhum parentesco. Ficam os dois, e ficam há anos. Para fotos, esse mesmo impasse tem tratamento próprio e um post inteiro: Fotos repetidas e parecidas no PC. Vídeo é outro bicho.

Três olhadas no próprio vídeo — e um custo dito antes#

O Elegant Photo Cleaner trata vídeo como um tipo de pilha próprio, chamado Vídeos, e o que ele faz cabe numa frase. Em vez de comparar o arquivo, ele abre três pontos do próprio vídeo, um perto do começo, um no meio e um perto do fim, e compara essas imagens com as de outro vídeo. Se duas das três concordarem, e a duração dos dois bater com um segundo de tolerância, aquilo vira uma pilha.

A duração entra na conta de propósito. Ela é o que separa “a mesma festa filmada duas vezes” de “o mesmo arquivo em duas qualidades”: cena parecida acontece o tempo todo em vídeo caseiro, porque a câmera fica apontada para o mesmo lugar. Duração igual ao segundo, não.

A relação é conferida par a par, e nunca encadeada. Se A parece com B e B parece com C, isso não faz A e C virarem parentes. Sem esse aperto, um punhado de clipes vizinhos vira uma pilha de doze arquivos que ninguém revisa direito, e revisar direito é o ponto inteiro. Também não há inteligência artificial nisso: são medidas rodando no seu processador, e o mesmo acervo varrido duas vezes dá a mesma resposta.

O preço está escrito na tela, antes de você ligar a chave: “Vídeo custa caro: são três quadros abertos por arquivo. Ligue quando desconfiar de vídeo reencodado.” Abrir um vídeo para pegar uma imagem no meio dele não é como ler uma foto. Por isso a análise de vídeo nasce desligada, e por isso o custo aparece ao lado do interruptor, em vez de aparecer depois na forma de um ventilador barulhento e quarenta minutos de espera.

Como achar os vídeos repetidos, em 5 passos#

Aba Porta do Elegant Photo Cleaner com três pastas do acervo e o quadro O que entra na análise, onde a chave Vídeos (MP4, MOV, AVI, MKV) está desligada e traz ao lado o aviso de que vídeo custa caro. Aba Porta do Elegant Photo Cleaner com três pastas do acervo e o quadro O que entra na análise, onde a chave Vídeos (MP4, MOV, AVI, MKV) está desligada e traz ao lado o aviso de que vídeo custa caro.
A Porta. A chave de vídeo chega desligada e o custo está escrito embaixo dela, não numa nota de rodapé.
  1. Aponte as pastas na aba Porta. Em Adicionar pasta…, escolha onde os vídeos moram de verdade: Imagens, a pasta do WhatsApp, o HD das viagens, a pasta de exports. Cada uma mostra quantos arquivos tem, quantos GB ocupa e se está em SSD, em HD ou na nuvem. Ele não varre o computador sozinho: raiz de disco inteiro é recusada.
  2. Ligue a chave Vídeos (MP4, MOV, AVI, MKV). É o único passo que você precisa lembrar de dar, e o resto deste artigo depende dele.
  3. Mande Buscar as repetidas e as parecidas. As pilhas aparecem enquanto ele ainda procura, e cancelar no meio não joga fora o que já foi analisado. É agora que o custo anunciado no passo anterior aparece na forma de tempo.
  4. Abra Ver as pilhas. No fim da varredura ele diz quantos arquivos analisou e quantos não puderam ser abertos por falta de codec. As duas frases são diferentes, e ele não deixa a segunda passar por “não achei nada”.
  5. Monte o plano e aprove classe por classe. Nada se move antes disso.

Revisar por classe, não arquivo por arquivo#

Tela de pilhas do Elegant Photo Cleaner mostrando 1.918 pilhas, as fatias Idênticas, Parecidas, Recomprimidas, Rajada, Prints e RAW + JPG no topo e o rodapé contando 1.284 arquivos que não puderam ser lidos. Tela de pilhas do Elegant Photo Cleaner mostrando 1.918 pilhas, as fatias Idênticas, Parecidas, Recomprimidas, Rajada, Prints e RAW + JPG no topo e o rodapé contando 1.284 arquivos que não puderam ser lidos.
A tela Pilhas deste acervo de exemplo foi varrida com a chave de vídeo desligada: por isso não há fatia de Vídeos na faixa do topo. Ligada, ela entra ali junto com as outras.

O acervo de exemplo que aparece em todo o site tem 31.406 fotos, 12.408 delas em alguma pilha, 33,8 GB em jogo. Repare no rodapé, que é a parte que quase nenhum programa desta categoria mostra: 1.284 arquivos não puderam ser lidos, e ele diz na sua cara que isso não é o mesmo que “olhei e não achei”.

O controle de semelhança tem três degraus, e o padrão é o mais duro. Trocar de degrau muda o que você vê, nunca o que é proposto: é uma lente, não um acelerador.

Sobre vídeo, vale um aviso extra. Quando o motor desconfia de um grupo, ele mostra o grupo, explica por que desconfia e não propõe absolutamente nada. Um vídeo exportado quadro a quadro, que enche uma pasta de imagens quase idênticas, é o exemplo clássico: tem cara de repetição e não é. O portão de aprovação recusa esse grupo mesmo no degrau mais largo.

O único verbo destrutivo é a Lixeira#

Aba Plano do Elegant Photo Cleaner com 4.812 fotos e 22,6 GB em 1.204 pilhas, o aviso amarelo de que apagar também apaga no celular e cinco cartões de classe com o botão Revisar a classe. Aba Plano do Elegant Photo Cleaner com 4.812 fotos e 22,6 GB em 1.204 pilhas, o aviso amarelo de que apagar também apaga no celular e cinco cartões de classe com o botão Revisar a classe.
O Plano: uns poucos cartões, cada um com sua contagem, seus bytes e a frase que diz quem sobrevive. Falta revisar 3 de 5 classes, e o botão final espera.

O plano junta tudo em cerca de doze classes possíveis, em vez de milhares de confirmações item a item. Cada cartão diz quantas pilhas, quantos arquivos, quantos bytes e quem sobrevive: no exemplo acima, “sobrevive a de maior resolução”, “sobrevive a menos tremida”. Confirmar uma classe não move nada.

O que acontece depois da sua aprovação, na ordem:

  • Nada nasce marcado. Só a cópia byte a byte carrega selo de sugestão, e mesmo ela espera o seu clique. Pilha de vídeo é semelhança, não igualdade, e não ganha selo nenhum.
  • Os bytes são conferidos de novo, imediatamente antes de reciclar. Qualquer divergência derruba a pilha inteira com motivo nomeado.
  • O destino é a Lixeira do Windows. Exclusão permanente não existe no aplicativo, nem como caixinha escondida.
  • O sobrevivente é aberto no fim. Se o arquivo que ficou não abrir, o lote inteiro volta da Lixeira e a tela diz isso.
  • Desfazer funciona amanhã. Fechou a janela? A oferta espera na próxima abertura. Ela depende de os arquivos ainda estarem na Lixeira: se você a esvaziou, não existe verbo que traga de volta, e o aplicativo diz isso.

Onde não existe Lixeira (cartão de memória, pendrive, disco de rede), os itens saem do plano antes, contados e pesados na tela.

O que ele diz antes que você descubra sozinho#

As pilhas de vídeo não sobrevivem ao fechar do aplicativo. As de fotos são pintadas de volta quando você abre de novo; as de vídeo são reconstruídas a cada sessão e precisam de uma varredura nova. Está nos limites conhecidos da página do produto, e a razão é honesta: a alternativa era fazer toda foto do acervo carregar três campos que só vídeo usa. Na prática, resolva a faxina de vídeo numa sentada só.

Os formatos dependem do Windows. A chave nomeia MP4, MOV, AVI e MKV, e a leitura depende das extensões de codec instaladas na sua máquina; para vídeo de celular, costumam ser as Extensões de Vídeo HEVC. O aplicativo sonda os codecs antes da análise pesada e diz o nome da extensão que resolve, em vez de devolver uma lista curta e deixar você achar que estava tudo limpo.

Pasta sincronizada apaga no celular também. Mandar para a Lixeira dentro de uma pasta do OneDrive, do Google Drive ou do iCloud propaga a exclusão para os outros aparelhos. O aplicativo trata raiz de sincronia como caminho protegido e pede um reconhecimento a mais, aquele aviso amarelo na tela do plano.

E ele não decide nada sozinho. Não existe agendamento nem faxina automática: o modo sem janela só lê e escreve um relatório ao lado da pasta.

Uma varredura que você repete quando quiser#

Para vídeo, você repete a varredura quando desconfiar de que a pasta encheu outra vez, o que costuma acontecer depois de uma viagem ou de uma temporada de exports.

Nenhum vídeo, nenhum nome de arquivo e nenhum hash sai da sua máquina. São US$ 9,99 de preço de lançamento (tabela US$ 12,99), compra única, sem assinatura, com 15 dias de avaliação no seu PC, sem cartão e sem conta, na Microsoft Store. O changelog do Elegant Photo Cleaner mostra o que mudou em cada versão.

Se o seu problema não for cópia repetida e sim bagunça, com clipes de drone, takes e exports misturados na mesma pasta, o caminho é outro e está em Organizar arquivos de vídeo e de drone.

O clipe do aniversário merece ficar. As outras duas cópias dele é que estão cobrando aluguel.

Perguntas frequentes

Funciona com os vídeos que voltaram do WhatsApp?

É exatamente o caso para o qual a análise existe. O mensageiro recomprime o vídeo para caber no envio, então o arquivo que volta não tem um byte em comum com o original que saiu do seu celular. Como a comparação olha três pontos do próprio vídeo e a duração, e não os bytes, os dois são reencontrados e mostrados juntos.

Por que a análise de vídeo vem desligada?

Porque ela custa caro, e a honestidade sobre isso vale mais que o susto. Comparar vídeos exige abrir três quadros de cada arquivo, o que dá muito mais trabalho do que ler uma foto, e a frase está ao lado do interruptor antes de você ligar. Quem tem quinze clipes não precisa desse gasto; quem tem uma pasta de viagens com centenas, precisa e sabe por quê.

Ele compara vídeos de tamanhos e formatos diferentes?

Compara, e é o ponto: o original em 4K e a cópia recomprimida do mensageiro caem na mesma pilha, com a duração servindo de confirmação. O limite é o que o Windows consegue abrir na sua máquina. O que não pôde ser lido é contado na tela e não entra em pilha nenhuma.

Fechei o aplicativo e as pilhas de vídeo sumiram. É defeito?

Não, é um limite conhecido e está por escrito na página do produto. As pilhas de fotos são guardadas num catálogo local e voltam quando você abre o aplicativo; as de vídeo são reconstruídas a cada sessão e precisam de uma varredura nova. A escolha foi não fazer todas as fotos do acervo carregarem campos que só o vídeo usa.

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