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Como levar suas automações para outro PC (e mandar para quem você quiser)

Existe um momento específico em que a gente percebe o quanto trabalhou para deixar o computador do jeito certo: quando precisa começar de novo.

Você passou meses ajustando. A regra que separa nota fiscal de boleto. A que manda foto de celular para uma pasta por mês. A que joga instalador velho na Lixeira depois de noventa dias. Nenhuma delas nasceu pronta — cada uma foi corrigida duas ou três vezes até acertar o detalhe.

Aí chega o PC novo. Ou o notebook do trabalho. Ou sua irmã olha a sua pasta de Downloads, vê aquilo limpo, e pergunta: “como você faz isso?”

Refazer tudo na mão é chato e, pior, é impreciso — você vai lembrar das regras grandes e esquecer justamente os ajustes finos que fizeram elas funcionarem.

O arquivo que carrega a sua organização#

O Elegant File Explorer exporta as suas automações para um arquivo só, com a extensão .efeauto. Ele é um arquivo de texto comum, em JSON identado — dá para abrir no Bloco de Notas e ler o que tem dentro, se você quiser conferir antes de mandar para alguém.

No gerenciador de automações você escolhe o que sai:

  • Exportar selecionadas — só as regras que você marcou;
  • Exportar filtradas — o que estiver aparecendo na busca/filtro do momento;
  • Exportar todas — a sua configuração inteira.

O app sugere um nome com a data, tipo Minhas automações 2026-07-27.efeauto. Exportar não altera nada: as regras que estão rodando continuam exatamente como estavam.

O detalhe que faz isso realmente funcionar#

Aqui está a parte que costuma quebrar quando se tenta levar configuração de uma máquina para outra: caminhos de pasta.

A sua regra aponta para C:\Users\maria\Downloads. No computador do seu irmão esse caminho não existe — lá é C:\Users\joao\Downloads. Uma cópia literal chegaria quebrada do outro lado.

Na exportação, as pastas do seu perfil viram etiquetas em vez de caminhos fixos:

No seu PC No arquivo exportado No PC de quem importa
C:\Users\maria\Downloads {efe:downloads} C:\Users\joao\Downloads
C:\Users\maria\Documents\Fiscal {efe:documentos}\Fiscal C:\Users\joao\Documents\Fiscal
C:\Users\maria\Pictures {efe:imagens} C:\Users\joao\Pictures

São sete etiquetas ao todo — Downloads, Imagens, Documentos, Área de Trabalho, Vídeos, Músicas e o Perfil. Na importação, cada uma é resolvida para a pasta correspondente naquele computador. A regra chega apontando para o lugar certo, com outro nome de usuário, em outra instalação do Windows.

E se a sua regra aponta para uma pasta que não é uma dessas — um D:\Clientes, por exemplo? Aí o caminho viaja literal, porque não teria como adivinhar. Mas ele é verificado na chegada, e é aí que entra a próxima parte.

Importar sem levar susto#

Receber automação de outra pessoa é, com toda razão, assustador. São instruções que vão mexer nos seus arquivos. Por isso a importação não é um “abrir e pronto”.

Ao abrir um .efeauto, o app mostra uma prévia — uma linha por automação, cada uma com uma caixa de seleção:

A prévia da importação: você vê cada automação antes de qualquer coisa entrar. A que aponta para uma pasta que não existe neste PC chega desligada, avisada em âmbar.

Quatro garantias, e elas são o motivo de dar para confiar no arquivo de outra pessoa:

Nada é substituído. Cada regra importada recebe identidade nova. Se o nome já existir na sua lista, ela entra como “(importada)” em vez de sobrescrever a sua. Sua configuração atual não é tocada.

Pasta que não existe aqui deixa a regra desligada. Se a automação monitora uma pasta que não existe no seu computador, ela entra desativada, com um aviso em âmbar explicando o porquê. Nada roda até você apontar a pasta certa e ligar. Regra nenhuma quebra em silêncio.

O histórico não viaja. A data da última execução vem zerada e o agendamento recomeça limpo. Você recebe a regra, não o passado de execução de outra pessoa.

Você escolhe item a item. Vieram oito regras e você só quer três? Desmarque as outras. O rodapé mostra quantas estão selecionadas antes de confirmar.

Se o arquivo não for uma exportação do app, ou tiver sido gerado por uma versão mais nova, ele é recusado com uma mensagem explicando — em vez de dar erro.

E antes de deixar rodar: simule#

Essa é a parte que fecha o ciclo. Depois de importar, você não precisa acreditar que a regra do seu amigo faz o que ele disse. Você pode assistir.

Toda automação pode ser simulada: o app faz o ensaio completo — varre as pastas, aplica as condições, calcula cada destino — e mostra a lista exata do que aconteceria, sem mover nada. Você vê os arquivos indo para as pastas, os números de impacto, e decide.

E se aplicar e não gostar, um botão desfaz a execução inteira. Exclusão, aliás, sempre vai para a Lixeira — não existe apagar definitivo no caminho da automação.

Ou seja: dá para importar a organização de alguém, ver exatamente o que ela faria na sua máquina, e só então deixar acontecer.

Onde isso é útil de verdade#

PC novo. Exporte tudo antes de formatar ou de migrar. Na máquina nova, importe e as regras já apontam para as pastas certas do seu novo usuário.

Ajudar a família. Aquele parente que vive com a Área de Trabalho coberta de arquivos. Você monta duas ou três regras que resolvem o caso dele, exporta e manda por WhatsApp ou e-mail. Ele importa, simula, vê o que vai acontecer e aceita.

Mesma convenção no escritório. Se a equipe organiza contratos e notas do mesmo jeito, uma pessoa monta o conjunto e distribui. Todo mundo passa a arquivar igual — sem manual de dez páginas, sem ninguém decorando pasta.

Backup da sua configuração. Guarde o .efeauto junto dos seus backups. É um arquivo pequeno de texto que devolve meses de ajuste fino.

Um resumo honesto#

O que viaja: as regras — condições, ações, pastas monitoradas e o tipo de gatilho (tempo real, periódica ou manual).

O que não viaja: o histórico de execução e a identidade interna da regra, ambos recriados do zero de propósito.

O que exige atenção: pastas fora das do seu perfil chegam com o caminho literal e são verificadas; se não existirem, a regra entra desligada esperando você.

Nada disso passa por servidor. O arquivo é seu, sai do seu computador e vai para onde você mandar — o app não tem conta, não tem nuvem e não envia nada para lugar nenhum.


Como fazer, em uma linha: abra Automação → gerenciador de regras, use Exportar para gerar o .efeauto e Importar… para trazer um de volta.

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