Para fotógrafos: RAW+JPG, EXIF e acervo por câmera
Todo ensaio termina igual: o cartão despejado numa pasta só, centenas de arquivos, RAW e JPG embolados, e nomes como DSC00417.ARW do lado de DSC00417.JPG. Você quer selecionar os JPG rápido, manter os RAW a salvo e arquivar tudo pelo dia em que de fato fotografou — não pelo dia em que descarregou o cartão. Fazer isso na mão, a cada ensaio, é o pedágio que você paga por ter uma câmera.
O Elegant File Explorer paga esse pedágio por você. Ele separa RAW de JPG, lê a data real de captura de cada foto e organiza o acervo por câmera — e tudo roda no seu próprio PC, sem nada subir pra nuvem.
Primeiro, separe RAW de JPG#
O primeiro passo de todo fluxo de foto é tirar os RAW do caminho pra você selecionar os JPG. A receita “Separar RAW de JPG” reconhece os formatos RAW das principais câmeras — CR2 e CR3 da Canon, NEF da Nikon, ARW da Sony, DNG da Adobe e mais — e move para uma pasta RAW, deixando os JPG livres pra uma primeira passada rápida.
Como regra, dá pra ler num olhar:
- Abra Auto-organização e clique em + Nova regra.
- Nome da regra:
Arquivos RAW. - Pastas monitoradas: + Adicionar pasta, Procurar…, escolha a pasta Imagens.
- Quais arquivos (condições): com a aba em Qualquer (OU), adicione uma condição “Extensão é” pra cada formato RAW que você usa —
.cr3,.nef,.arw,.dng. - O que fazer (ações): “Mover para” → sua pasta
Imagens\RAW.
Clique em “Simular efeito” pra ver a Pré-visualização — nada é alterado de verdade — e só então “Salvar regra”. Ou pule tudo isso: a receita na Galeria de Receitas preenche a regra inteira pra você.
Organize pela data em que você realmente fotografou#
Aqui está a diferença que separa um acervo de verdade de uma bagunça: a data de captura. Quando você copia os arquivos do cartão, o Windows carimba a data de hoje. Mas toda foto carrega dentro de si o momento real em que foi tirada — a câmera escreveu isso lá. O Elegant File Explorer lê essa data, então o seu acervo se alinha por quando o obturador disparou, não por quando você importou.
- “Fotos por data de captura (EXIF)” lê a data real de cada foto e arquiva em
Fotos\{ano-captura}\{mês-captura}, renomeando cada uma pro padrão limpo e ordenável2026-06-05_nome. Fotos sem dado de captura caem na data do arquivo, pra nada ficar pra trás. - “Ingestão de cartão (foto, vídeo e RAW)” é o fluxo completo: pega tudo do cartão — fotos, vídeos e RAW de qualquer câmera — organiza em
Importações\{ano}\{mês-nome}\{dia}e renomeia cada arquivo pra2026-06-05_nome, já com a tagImportado. De cartão caótico a acervo profissional numa passada. - “Arquivar fotos de anos passados (EXIF)” move as fotos tiradas há mais de um ano pra um
Arquivo de fotos, separadas pelo ano em que foram tiradas. O acervo ativo fica leve; o passado fica no ano certo.
Os tokens {data-captura}, {ano-captura} e {mês-captura} são o que faz isso funcionar — eles puxam a data real do clique, não a da cópia. Nosso guia dos placeholders passa por cada token que você pode usar num nome de pasta ou num renomear.
Uma pasta por câmera#
Fotografe com dois corpos — ou câmera e celular — e você conhece a dor de um acervo em que tudo se mistura. A receita “Acervo por câmera (EXIF)” lê o modelo da câmera de cada foto e move para Imagens\Por câmera\{camera} — a Canon numa pasta, o iPhone noutra, o drone noutra. Fotos sem dado de câmera ficam na própria Por câmera, à vista, pra nada sumir.
Tem também “Renomear fotos: data + câmera”, que renomeia cada arquivo no lugar pro padrão 2026-06-05_Canon EOS R6_nome, usando a data de captura e o modelo da câmera. Nomes profissionais e rastreáveis, sem renomear um por um.
O resto do ensaio, resolvido#
O pacote de foto tem receita pras partes do trabalho que se acumulam:
- “Separar HEIC do iPhone” puxa os
.heice.heifpra uma pasta própria, pra você saber num olhar o que precisa converter pro cliente que não abre. - “Fotos e vídeos do celular por mês” reconhece os prefixos clássicos —
IMG_,VID_,PXL_— e arquiva emImagens\Celularpor ano e mês. - “Marcar exports finais” acha arquivos com
final,exportourenderno nome, marca com a tagEntregae reúne numa pastaExports— o atalho pra achar a versão boa na hora que o cliente pede. - “Vídeos pesados num lugar” move os clipes acima de 100 MB pra uma pasta
Brutos, tirando os pesos-pesados do caminho pra backup e edição.
De onde veio aquela foto de banco de imagens?#
Mais um sinal que o fotógrafo silenciosamente precisa: o Windows registra de onde veio cada download — o site por trás dele. Quase nenhum programa mostra; o Elegant File Explorer mostra. Quando você baixa uma imagem de um banco, essa origem fica guardada junto do arquivo. Uma regra com “Baixado do site (domínio)” arquiva cada asset de um banco na pasta dele, e o token {origem} carimba o site no nome da pasta — que, na hora em que o cliente pergunta se o asset tem licença, é a prova já montada. Se você fotografa sob encomenda e faz malabarismo com referências, vale ver exatamente de onde veio cada arquivo.
Nada é apagado, tudo dá pra desfazer#
O medo de automatizar um acervo insubstituível é óbvio. Duas coisas respondem a ele. “Simular efeito” mostra o resultado completo — cada mudança, cada renomear — antes de um único arquivo mudar. E toda execução fica registrada; o “Desfazer” reverte, porque mover é mover, nunca apagar. Seus RAW nunca correm risco por uma regra que você pode pré-visualizar e reverter. E, como qualquer automação aqui, nada é enviado pra lugar nenhum: cada foto lida, movida e renomeada fica no seu próprio computador do começo ao fim.
Elegant File Explorer