Organizar arquivos de design por cliente
A mesa de um designer nunca é uma coisa só. Numa única tarde você salva um arquivo do Figma, exporta doze telas em @2x, baixa três fontes, puxa duas imagens de banco e renderiza um vídeo final pra aprovação. Tudo isso cai na mesma pasta Downloads onde estão o extrato do banco e um meme que te mandaram. Na sexta a pasta é um depósito, e quando o cliente pede “a logo final” você está garimpando entre logo_final.svg, logo_final_OK.svg e logo_FINAL_v3.svg pra adivinhar qual foi a que você mandou.
O desperdício não é o design. São os vinte minutos por dia bancando o arquivista — arrastando, renomeando, caçando. Essa parte o computador faz, e faz pelas duas únicas coisas que de fato identificam um arquivo de design: que tipo de arquivo é e de quem ele é.
Por que organizar na mão trai o trabalho criativo#
A saída de design é um zoológico de formatos. Fontes editáveis (.fig, .psd, .ai, .indd), exports (.png, .jpg, .svg), tipografia, banco de imagens, renders — cada um quer um lugar, e todos chegam misturados. Separar na mão é tomar a mesma decisão centenas de vezes por semana: isto é fonte, aquilo é export, isto é do Acme, aquilo é pessoal. Você faz bem na segunda e mal na quinta, porque força de vontade não é sistema de arquivo.
A virada é parar de separar e começar a descrever. Você diz uma vez ao Elegant File Explorer o que é um arquivo do Figma, ou com o que se parece um export de tela, e ele arquiva cada novo por você — no seu próprio PC, movendo arquivos, nunca apagando.
As receitas prontas que já servem a um estúdio#
Abra a Galeria de Receitas (o assistente oferece com “Que tal começar por uma receita pronta?”) e os pacotes Design & UI/UX e Adobe & Criação já cobrem quase toda a bagunça de um designer. Algumas que puxam peso de verdade:
- Figma, Sketch & XD reúne seus arquivos-fonte de interface (
.fig,.sketch,.xd) emDesign\Projetoscom a tag Projeto UI — o editável, longe dos exports. - Ícones e vetores (SVG/EPS) junta
.svge.epsemDesign\Assetscom a tag Asset, pra sua biblioteca reutilizável parar de se espalhar pela Downloads. - Exports de tela (@2x/@3x) reconhece imagens de entrega pela densidade no nome (
@1x,@2x,@3x) ou por “mockup”/“screen” e as arquiva emDesign\Exportscom a tag Export UI — o lote que você manda pro dev, num lugar só. - Banco de imagens (stock) organizado conhece a impressão digital de nome dos próprios sites de banco (
pexels-,unsplash,freepik,shutterstock,envato,istock) e move esses downloads praDesign\Banco de imagenscom a tag Stock, separado das fotos pessoais e fácil de creditar depois. - Adobe: reunir arquivos de projeto varre
.psd,.ai,.indd,.prproj,.aepe.xdpraAdobe\Projetospor mês, com a tag Projeto Adobe — os originais editáveis separados de tudo que eles geram. - Fontes baixadas para instalar reúne
.ttf,.otf,.woffe.woff2numa pasta “Fontes para instalar” com a tag Fonte, pra acabar a caça à tipografia na hora de fechar o layout.
Nenhuma dessas lê o interior dos arquivos nem toca na internet. Casam pelo tipo e pelo nome, e movem — a fonte que você ia perder está a uma tag de distância.
Uma pasta por cliente, sozinha#
As receitas separam pelo quê. A outra metade da sanidade de um estúdio é separar pelo quem. Se você põe o nome do cliente nos nomes de arquivo — a maioria já faz, ao menos meio sem querer — uma regra por cliente ativo transforma esse hábito em arquivamento automático.
- Abra Auto-organização e clique em + Nova regra.
- Nome da regra: o cliente, ex.:
Acme — nova marca. - Pastas monitoradas: clique em + Adicionar pasta, Procurar… e escolha a Downloads (adicione a Área de Trabalho também, se o trabalho cai lá).
- Quando rodar: “Automaticamente, quando um arquivo chegar (tempo real)”, pra entrega ser arquivada assim que salva.
- Quais arquivos (condições): uma condição — o nome do cliente — pra pegar tudo que se chama Acme.
- O que fazer (ações): em ordem, “Aplicar tag” →
Acme, depois “Mover para” →Design\Clientes\Acme\{ano}.
Clique em “Simular efeito” pra ver a Pré-visualização — nada é alterado de verdade — e só então “Salvar regra”. A partir daí, todo arquivo que carrega o nome do cliente cai na pasta dele, etiquetado e datado, não importa o formato. Uma regra por cliente ativo, e a pasta do estúdio se monta sozinha.
Separe o final do rascunho#
O erro mais caro do trabalho criativo é mandar a versão errada. Duas coisas impedem o final e o rascunho de se tocarem.
Primeiro, a receita Renders finais de vídeo por mês reconhece o vídeo exportado pelas palavras que todo mundo usa — “render”, “master”, “final”, “export” — e arquiva em Vídeos\Renders por ano e mês, com a tag Render. A entrega nunca mais se mistura com o bruto, e a versão que o cliente pediu está exatamente onde você procura.
Segundo, rascunho e arquivo de recuperação se multiplicam sozinhos. A receita Edição: varrer auto-saves e recuperados encontra auto-saves e cópias de recuperação parados há mais de dois dias — “auto-save”, “autosave”, “recovered”, “Recuperado” — e os move pra uma pasta “_Auto-saves (revisar)”, com a tag Auto-save, sem tocar nos recentes que você ainda pode precisar. As pastas de projeto ficam mais leves, e os únicos PSDs à vista são os que você quis manter.
Entregue sem caçar#
Depois que os finais de um cliente vivem na pasta dele, a entrega sai quase de graça. Aponte o “Mover para” de uma regra pra uma pasta que o seu drive de nuvem já sincroniza, e “arquivado no meu PC” vira “compartilhado com o cliente” sem e-mail, sem zip, sem “segue anexo”. Os finais aparecem na pasta compartilhada no instante em que são aprovados.
E quando você não lembra qual era o arquivo — só que o briefing citava certo slogan, ou que um export tinha a frase do cliente — o Achador embutido (Ctrl+Espaço) busca no PC inteiro na hora, e com a Busca Profunda ligada ele olha até dentro dos documentos. Nosso guia da busca instantânea de arquivos no Windows mostra isso.
Nada é apagado, tudo é reversível#
O medo com automação é mover o asset errado. Duas travas respondem. “Simular efeito” mostra a prévia completa — cada movimento, antes de um arquivo se mexer. E toda execução fica registrada: clique em “Desfazer” numa execução e tudo volta. Mover é mover, nunca apagar; um arquivo mandado pra pasta do cliente errado está a um clique de casa. Rode a simulação uma vez, veja fazer exatamente o que você esperava, e então deixe rodar pra valer.
Elegant File Explorer