Levar suas regras de automação para o novo PC
Você levou meses ensinando o computador a se organizar. A Downloads que se arruma sozinha, os boletos que se arquivam por mês, os PDFs que vão para o lugar certo assim que chegam. Aí você formata a máquina, ou compra um PC novo, e sente aquele frio na barriga: vou ter que montar tudo de novo?
Não vai. As suas regras de automação não são presas àquela instalação do Windows. Elas cabem num único arquivo que você leva no pen drive, guarda no backup ou manda para si mesmo — e no PC novo elas voltam à vida com as pastas já apontando para o lugar certo, mesmo que o seu nome de usuário tenha mudado.
O seu “sistema de organização” cabe num arquivo#
No gerenciador de Automação, além de criar e editar regras, há dois botões discretos que resolvem toda a mudança: “Exportar…” e “Importar…”.
Clicar em “Exportar…” abre a janela “Exportar automações” e salva todas
as suas regras num único arquivo com a extensão .efeauto — um arquivo de
texto simples, que você pode até abrir num editor comum para conferir. O nome
sugerido já vem datado: “Minhas automações AAAA-MM-DD.efeauto”, prático para
guardar várias gerações do seu backup. Ao terminar, o app confirma quantas
automações saíram e lembra do detalhe que faz tudo funcionar: “O arquivo viaja
com caminhos portáveis: importe em outro PC e as pastas se ajustam ao novo
usuário sozinhas.”
Se você ainda não tem nenhuma regra, o app avisa em vez de gerar um arquivo vazio: “Nenhuma automação para exportar ainda. Crie uma regra ou ative uma receita primeiro.” — nada de backup fantasma.
O truque: as pastas viajam, não os caminhos fixos#
Aqui está o detalhe que separa uma exportação de verdade de um simples “copiar
configuração”. Uma regra sua vigia, digamos, a sua pasta Downloads. No seu PC
antigo, isso é um caminho tipo C:\Users\maria\Downloads. Se o arquivo guardasse
esse caminho literal, ele quebraria no PC do José, cujo usuário é outro.
O .efeauto não faz isso. As pastas-base do usuário — Downloads, Documentos,
Imagens, Área de Trabalho, Vídeos, Músicas e a pasta do perfil — viajam de forma
portável, não como texto fixo. Na importação, cada uma é resolvida de volta
para a pasta equivalente do PC de destino: a sua regra de Downloads passa a vigiar
a Downloads do José, sem você editar nada à mão. É por isso que a mesma
exportação serve para qualquer máquina e qualquer usuário.
O que vai junto em cada regra é o pacote completo: as condições (“quais arquivos”), as ações (“o que fazer”), o gatilho (⚡ Tempo real, ⏱ Periódica ou Manual) e a política de conflito de nome. Os nomes de tags e de lembretes viajam exatamente como estão — uma ação que aplica a tag “Boleto” continua aplicando “Boleto” no PC novo.
O que não viaja (e por que isso é bom)#
Ser honesto sobre os limites é o que torna o recurso confiável. Duas coisas ficam de fora, de propósito:
- Pastas fora das pastas-base conhecidas. Se uma regra vigia um caminho que
não é Downloads, Documentos e afins — por exemplo, uma pasta num segundo disco
como
D:\Arquivo\Notas— esse caminho viaja literal, sem adaptação automática. Se essa pasta não existir no PC de destino, a regra não some nem quebra em silêncio: ela entra desligada, com um aviso para você reapontar a pasta certa e ligar. Nunca uma regra “meio funcionando” sem você saber. - O histórico de execuções. Cada importação zera o relógio: uma regra periódica recomeça a contagem do zero no PC novo, e o histórico de tudo que já foi organizado antes não vai no arquivo. Faz sentido — o que você quer levar é a receita, não o diário de bordo antigo.
Nada de nuvem, conta ou envio automático: exportar e importar é sempre um arquivo local que você escolhe manualmente pelos diálogos do Windows. É o mesmo espírito de todo o app, que já discutimos em a anatomia de uma regra perfeita.
Importar é ver antes de aplicar#
A parte mais tranquilizadora é a importação. Clicar em “Importar…”, escolher o arquivo, e nada acontece ainda. Abre a janela “Importar automações”, com o subtítulo “Escolha o que entra — nada substitui as suas regras atuais.” — uma lista onde cada automação do arquivo é um cartão que você marca ou desmarca:
- O nome final da regra, com uma nota quando houve renomeio para não colidir com uma regra que você já tem (ex.: você já tem “Boletos”, esta entra como “Boletos (importada)”).
- Um resumo das pastas-folha envolvidas e do número de ações.
- O selo do gatilho: ⚡ Tempo real, ⏱ Periódica ou Manual.
- Um aviso âmbar quando alguma pasta sumiu: “⚠ Pasta não encontrada neste PC — a regra entra desligada para você ajustar.”
No rodapé, um contador (“N de M selecionada(s)”) e o botão “Importar N automação(ões)”, que só age quando você confirma. Duas garantias tornam isso seguro: a importação nunca sobrescreve uma regra existente — nome repetido sempre ganha o sufixo “(importada)” — e você entra só com o que marcou. Se o arquivo estiver corrompido ou não for uma exportação de verdade, o app avisa com uma mensagem clara em vez de quebrar: “Este arquivo não é uma exportação de automações do ElegantFileExplorer.”
O melhor backup é o que você nem lembra que fez#
Mesmo sem trocar de PC, exportar as suas regras de vez em quando é um seguro
barato. Um .efeauto datado na sua pasta de backup significa que uma reinstalação
do Windows deixa de ser um recomeço do zero. Você formata de manhã, importa o
arquivo à tarde, revisa a lista, e o seu piloto automático está de volta ao ar —
com as pastas já ajustadas ao usuário novo.
Se você está montando esse sistema agora e quer soltar as regras no automático com confiança, o caminho está em do teste ao piloto automático. E se está migrando de outra ferramenta de automação, vale a comparação honesta em alternativa ao File Juggler.
Elegant File Explorer